Animal triste: o que fazer?
Estresse,
medo, ansiedade, depressão, agressividade... bichos, assim como nós,
sofrem de tudo isso. Aprenda a reconhecer os sintomas que alteram o
comportamento do seu pet
Motivos
não faltam para abalar as emoções do seu animal de estimação O
cachorro, por exemplo. Se ele não tiver um quintalzinho que seja
para brincar e se exercitar à vontade, não vai viver lá muito
feliz. Caso passe boa parte do tempo na mais completa solidão, idem.
Quanto ao gato, por trás daquele ar de felina superioridade
esconde-se um ser carente. Pois é, cães e bichanos são sensíveis
ao que acontece ao seu redor. Basta ver a reação apavorada deles a
trovoadas e rojões.
Até
mesmo a agitação doméstica e vozes alteradas podem deixá-los
nervosos, avisa o veterinário homeopata Marcos Eduardo Fernandes, de
São Paulo. Há outras razões para a tristeza sem fim. A perda de um
companheiro faz o bicho sofrer. O mesmo acontece quando nasce um bebê
na família que o adotou e ele deixa de ser o centro das atenções.
Mudanças de ambiente, uma viagem de curta duração, a ida ao pet
shop para os cuidados com a higiene ou a estadia num hotelzinho
também são fatores capazes de causar um certo estresse.
"Já
que nem sempre dá para poupá-lo das adversidades da vida, a melhor
forma de prevenir traumas é socializar o animal", recomenda a
veterinária especialista em comportamento Hannelore Fuchs, de São
Paulo. Assim que estiver devidamente vacinado, leve seu cão ou gato
para passear, interagir com outras pessoas e animais e conhecer
diferentes lugares. Desse modo ele fica psicologicamente mais
preparado para encarar o que lhe desagrada.
Se
mesmo com esses cuidados você notar sinais de alteração emocional
no seu mascote, leve-o a um especialista em comportamento animal para
que ele defina o melhor tratamento. "A terapia costuma dar bons
resultados", garante o zootecnista Alexandre Rossi, especialista
em comportamento, de São Paulo. As sessões consistem em
treinamentos e na exposição gradativa ao fator estressante. Isso
dessensibiliza o animal e facilita sua adaptação a situações
desfavoráveis. O uso de florais e homeopatia também é excelente
para equilibrar reações emocionais. Em casos extremos, o
veterinário lança mão de medicamentos alopáticos, como
antidepressivos e ansiolíticos.
Quando
o animal é medroso
Se
ele morre de medo de trovões e fogos, ponha algodão nos ouvidos nos
momentos mais críticos, aconselha Marcos Eduardo. Evite gritar,
bater porta ou fazer qualquer outro barulho mais forte. "Se a
família estiver aguardando a chegada de um bebê, mostre ao animal
as roupinhas e a barriga da futura mamãe para que ele se acostume
com a idéia e não se sinta preterido", recomenda Hannelore.
Evite deixá-lo em locais estranhos, como hotéis, e leve-o sempre ao
mesmo pet shop. Por fim, passear no mínimo duas vezes por dia é
fundamental.
Sintomas
de alterações emocionais no animal
Fique
atento nos sintomas que podem revelar alterações
emocionais:
Tremor
Agitação
Tristeza
Apatia
Agressividade
Vômito
Diarréia
Inapetência
Coceira
Sono excessivo
Morder patas e/ou unhas e arrancar os pêlos
Esconder-se em um canto da casa
Taquicardia
Bocejos em excesso
Respiração ofegante
Os gatos urinam e defecam fora do tanque de areia
Tremor
Agitação
Tristeza
Apatia
Agressividade
Vômito
Diarréia
Inapetência
Coceira
Sono excessivo
Morder patas e/ou unhas e arrancar os pêlos
Esconder-se em um canto da casa
Taquicardia
Bocejos em excesso
Respiração ofegante
Os gatos urinam e defecam fora do tanque de areia